Falta pouco para o “II Seminário Internacional de Redução de Danos sobre o Tabagismo”

Falta pouco ! Vamos lá,  inscreva-se!

O II Seminário Internacional de Redução de Danos sobre o Tabagismo tem o objetivo de ampliar a discussão, além de trazer a abordagem sobre a atual política de controle desse vício, as novas tecnologias existentes, a experiência internacional e a realidade prática no Brasil.

Inscrições gratuitas através do link:

https://conteudo.slmandic.edu.br/2-seminario…

 

Programação

Terça-feira, 10 de novembro

Das 19h às 20h15

A importância da perspectiva do usuário na política e na prática de redução de danos

Maria Angélica Comis e Alexandro Lucian

Das 20h15 às 21h30

Experiências médicas como agentes colaboradores na definição de práticas de RD para tabaco

Dr. Rodolfo Behrsin

 

Quarta-feira, 11 de novembro

Das 19h às 20h15

Existem debates proibidos na discussão de políticas de saúde?

Leandro Narloch e Ethan Nadelmann

Das 20h15 às 21h30

Os aspectos legais na regulamentação de práticas de redução de danos para tabaco

Cristiano Maronna e David Sweanor

O Desafio da Informação em Saúde na Pandemia Covid19

Texto de Maria do Carmo Ferreira. Enfermeira Sanitarista, Mestre e Doutoranda em Saúde Coletiva e pesquisadora colaboradora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas da UNICAMP.

O Brasil dispõe de uma grande quantidade de informações sobre a condição de saúde dos brasileiros através de diversos Sistemas de Informações em Saúde, que vem sendo construídas desde a década de 80. Suas bases estão disponíveis para que pesquisadores, estudantes, profissionais e gestores da saúde possam acessar e produzir análises da situação de saúde de seu município ou território de interesse. O acesso às bases de dados deve ser dentro dos preceitos éticos, preservando a identidade dos sujeitos.

O problema crônico das informações em saúde no Brasil, é que os sistemas existentes não se integram em uma mesma base de dados; Desta forma, somente para citar alguns exemplos, nascidos vivos (SINASC), mortalidade (SIM), doenças e agravos de notificação compulsória (SINAN) e suas variedades como dengue, influenza, Internações hospitalares (SIH), produção ambulatorial (SIA), imunização (SIPNI), e da atenção básica (e-SUS AB), entre outros, por não se integrarem, dificultam e por vezes até impossibilitam análises mais completas de uma forma mais fácil.

No cenário atual, quando convivemos com uma pandemia de uma doença nova, com uma história natural ainda desconhecida, é de se esperar que os sistemas existentes apresentem dificuldades para dar conta dos registros desse novo agravo.

Frente à pandemia, o Ministério da Saúde optou por utilizar um sistema de informação já existente, mas de acesso limitado às unidades sentinelas da gripe, o SIVEP gripe, para notificação dos casos graves da Covid-19 e das Síndromes Respiratórias Graves (SRAG), e disponibilizou para notificação dos casos de síndrome gripal um outro sistema, e-SUS AB, que é um sistema da Atenção Básica.

Ocorre que esses sistemas, além de sofrerem adaptações na vigência da epidemia, causando apagões de informações e bloqueios de acesso dentre outras ocorrências dificultadoras, não se integram numa mesma base de dados para análise das informações dos casos nas suas diferentes formas clínicas. Também pode acontecer de um mesmo caso ser notificado nos dois sistemas causando duplicidades, o que demandaria um trabalho grande para limpeza destas duplicidades e consequentemente, determinando maiores dificuldades de análise. Além disso, no sistema de informações de síndrome gripal, existe uma imensa quantidade de casos que foram notificados e não investigados laboratorialmente pela falta de exames que existiu no início da pandemia. O que fazer com estes casos? Serão confirmados por critério clínico epidemiológico?

O sentido da existência dos sistemas de informações em saúde, para os gestores, é o de dar subsídios para a tomada de decisões; para os profissionais que prestam assistência à população, eles são fundamentais no apoio às decisões clínicas e no acompanhamento da situação de saúde da população sob sua responsabilidade; para a população em geral, é através das informações dos sistemas, que são desenvolvidos informes, boletins, notícias e outras formas de comunicação a respeito da situação sanitária no território, os riscos existentes, os grupos mais vulneráveis e as medidas mais efetivas para o controle da situação.

No caso da presente pandemia, onde ainda hoje a principal e mais eficaz forma de combate-la é através do distanciamento e isolamento social e adoção de medidas de proteção que não fazem parte de nossa cultura, como o uso de máscaras, a comunicação com a população, baseada em informações seguras, tratadas de acordo com os preceitos epidemiológicos, é fundamental.

O que temos hoje, infelizmente não contempla plenamente nenhum dos objetivos. Temos dificuldade de acesso e de análise das informações. Com isso, a forma como a informação chega até os indivíduos, muitas vezes é através de boletins epidemiológicos com muitos dados, são muito descritivos, mas com pouca análise, dificultando o entendimento por parte da população sobre o verdadeiro risco à sua saúde e quais as medidas a serem tomadas para sua proteção.

A comunicação mais acessível e esclarecedora atualmente é a divulgada pela mídia, que tem desempenhado um papel fundamental na divulgação das informações. Por vezes, a comunicação midiática é focada principalmente na contagem de novos casos e óbitos, com pouca análise e contextualização; no entanto muito se tem esclarecido através das informações produzidas em entrevistas com cientistas, epidemiologistas e outros profissionais de saúde. Mas como fazer para estes debates e informações chegarem para toda a população?

No momento atual, com todas as dificuldades e temores que pandemia e a forma de combate-la traz para o dia a dia da maioria da população, os gestores deveriam aprimorar as análises das informações produzidas e fazer uma tradução do seu significado para a população comunicando o real risco a que a população está submetida, numa linguagem acessível para todos, principalmente para a população socialmente mais vulnerável.

É preciso resgatar os objetivos das informações em saúde.

Bom seria se todas as autoridades levassem a sério a importância da comunicação com informações corretas, produzidas através de estudos epidemiológicos e não daquelas distorcidas de acordo com diferentes interesses políticos e econômicos.

 

 

 

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

LIVE: 20/08 ÀS 14h30 – O direito sanitário e os desafios da PNVS no território

Assista este encontro virtual no YOUTUBE.COM/ CANALCONASEMS

                                              20/08 ÀS 14h30

 

 

 

Um Sistema de Saúde Único

Por  Mair Pedro de Souza e Tisuko Sinto Rinaldi 

Mair Pedro de Souza

Médico Hematologista. Responsável pela implantação Serviço de Transplantes de Medula Óssea Mestre em Hematologia pela Faculdade de Medicina de Botucatu da UNESP. Ex- Secretário Municipal de Saúde de Jaú/ SP.

 

Tisuko Sinto Rinaldi

Médica Pediatra e Sanitarista. Ex-Secretária Municipal de Saúde de Jaú/SP. Docente da Faculdade de Medicina UNOESTE Jaú. Pesquisadora colaboradora no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), no Programa de Estudos de Sistemas de Saúde (PESS) da UNICAMP. Sócia Fundadora do Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS) em Campinas/SP.

Um Sistema de Saúde Único. “Não se cria igualdade por Lei, ainda que não se consolide a igualdade sem a Lei”(Fleury, S).1 

A pandemia pela Covid-19 está desafiando diariamente, há meses, o Sistema Único de Saúde.

Um sistema público, universal, integral, descentralizado e concebido a duras penas. Os princípios definidos na 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986 foram incorporados à Constituição Federal Brasileira em 1988 e só regulamentado pela lei 8.080 em 1990.

Estão assegurados, na legislação, modelos variados de gestão, organização de serviços de saúde singulares, participação da comunidade e financiamento tríplice. Isto é, estamos falando de um sistema em construção.

A despeito das dificuldades de gestão, da crônica falta de recursos financeiros, da segmentação do sistema e de serviços heterogêneos quanto à qualidade e resolutividade nas unidades de saúde, os brasileiros estão sendo assistidos (em todo o território) e podem contar com uma estrutura amplamente capilarizada.

Capilaridade é uma propriedade que os líquidos apresentam de ascender ou descer em tubos muito finos mesmo contra a força da gravidade.

Depende de tensão superficial causada pela coesão das moléculas do líquido e adesão à superfície do material.

Capilaridade é fundamental para as funções fisiológicas dos animais e plantas.

A semente da “árvore” SUS concebida com muita luta, foi plantada em solo árido e antes de germinar foi pisoteada. Muito.

Tentaram cortar a água. Tentaram evitar que fosse adubada. Mas brotou. Brotou e cresceu.

Adubada por poucos, agredida por tantos.

Cresceu e demonstrou que a coesão e adesão resultaram na necessária tensão que pudesse tornar o sistema amplamente capilarizado. Sistema capaz de resistir aos ataques de diversas pragas.

Há pragas nas folhas, nos pequenos e grandes galhos e até no tronco. As raízes, no entanto, são muito fortes.

Mostrou sua força quando permaneceu em pé e sendo a estrutura que suporta o grosso do peso de uma tragédia do porte da atual pandemia.

Questionado num primeiro momento e aparentemente falido pela falta aguda de recursos humanos e hospitalares de cuidados intensivos, foi surpreendido pela avalanche do novo coronavírus como ocorreu em outros países, onde nenhum sistema de saúde estava pronto para uma catástrofe desta natureza.

Mas o SUS capilarizou conceitos, criou uma força de trabalho e de organização de serviços ainda desconhecida por muitos.

Capacitar tantas pessoas mesmo com salários e condições de trabalho muitas vezes aquém do razoável, tem sido o grande exercício do SUS.

Estar disponível para mais de 210 milhões de pessoas não tem sido uma tarefa uniformemente realizada no tempo desejado, mas é uma das metas.

Assegurar a maioria dos procedimentos de alto custo para o cidadão, mesmo sendo usuário de um plano privado de saúde é uma pratica habitual. E o sistema segue firme. E segue dando frutos.

Na pandemia está seguindo adiante, apesar de duas trocas de ministros e da sistemática sinalização contrária aos métodos científicos por parte da Presidência da República.

A árvore que recebe pouco cuidado financeiro se mostra capaz de sobreviver à geada da falta de liderança.

Demonstração de que a rede cresceu, amadureceu e o sistema anda com pernas próprias.

Claro que andaria melhor e mais rápido com uma gestão comprometida, atenta, preparada e proativa.

O reconhecimento da importância do SUS, ainda que tardio, será uma das consequências do desastre causado pelo SARS-CoV-2.

Na Inglaterra, o primeiro ministro chegou a negar os riscos da pandemia e priorizar os cuidados com os impactos econômicos decorrentes do distanciamento social.

Foi gravemente acometido pelo vírus e acabou sendo internado pelo sistema público do seu país.

Após a alta hospitalar, agradeceu emocionado ao sistema de saúde e às pessoas que dele fazem parte.

Como forma de agradecimento, deu ao seu filho recém-nascido o nome de dois dos médicos que contribuíram para sua recuperação.

As dificuldades inevitáveis numa situação de exigência extrema não deverão impedir a valorização do nosso serviço público de saúde que deverá ser vital no período pós pandemia, para recuperação dos adoentados e atenção a todos brasileiros independentemente de cor, raça, idade, sexo, credo, trabalhador, desempregado, pobre, rico, enfim, a todos os cidadãos deste país.

No país tão desigual como o nosso, o SUS é cada vez mais necessário e defendêlo é o que podemos e devemos fazer hoje.

1. Fleury S. Saúde e democracia: a luta do CEBES. São Paulo: Lemos Editorial; 1997. Editorial L, editor. 1997. 34 p

 

Pandemia: Direito à Vida e Economia

 Texto de Domenico Feliciello¹

O direito à vida não é somente viver, mas sim viver com dignidade, com o mínimo de cidadania, viver com qualidade de vida, com liberdades, prazeres, alegrias, incluindo o direito à integridade moral e física e, à privacidade, entre muitos outros (Paula G. R. D. Alencar)

 

Nestes tempos de pandemia da COVID-19 muito se discute sobre a necessidade de isolamento e “lockdown” para possibilitar controle de casos e óbitos, assim como a adequação dos serviços de saúde, com o objetivo de prover assistência e tratamento adequado, com acesso a todos que necessitam.

Por outro lado, temos assistido posicionamentos diferentes, originados de vários setores econômicos e mesmo de governantes, insistindo que o isolamento leva à crise econômica, à queda do PIB e ao desemprego e, por consequência, à elevação da mortalidade, que pode ser maior do que a própria mortalidade causada diretamente pela pandemia.

Esta discussão está instalada nas sociedades levando ao surgimento de uma série de argumentos contra e a favor, que buscamos resumir adiante, com o objetivo de subsidiar as decisões e ações quanto às melhores formas de conduzir o controle da pandemia.

No caso do Brasil vale a pena assinalar, inicialmente, que o direito à vida se constitui num dos direitos fundamentais na Constituição Federal de 1988, expresso no seu artigo 5º: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Assim, ninguém tem o direito de se desfazer da vida humana, do outro, pois estará sujeito a sofrer as sanções expressas nas leis do ordenamento jurídico de nosso país.

No entanto na presente pandemia coloca-se em discussão como preservar mais vidas, através do isolamento e do controle da epidemia da COVID-19, ou com o relaxamento desse isolamento e retorno às atividades econômicas, o mais rápido possível.

Vários estudiosos têm se debruçado sobre esta questão, alguns demonstrando o número de óbitos que deixaram de ocorrer com as ações de isolamento e lockdown e, outros argumentando que a liberação precoce do isolamento não significa que, necessariamente, teremos menor queda do PIB e, portanto, uma crise econômica mais branda.

Ou seja, o isolamento pode prevenir mortes, mas os problemas econômicos vão acontecer com ou sem isolamento.

Neste último aspecto é preciso considerar que mesmo com o retorno às atividades econômicas, devem ser continuadas as ações de prevenção, tais como uso de máscaras; intensificação de medidas de higiene pessoal; distanciamento social, evitando aglomerações; diminuição do  horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, entre outros, o que por si só, já vai diminuir o desenvolvimento econômico.

Além dessas questões é preciso ponderar que uma parte da população não vai retornar ao trabalho, seja por medo de se contaminar ou por medo de contaminar os familiares, ou, ainda, pela necessidade de cuidar de seus familiares.

Por outro lado, os trabalhadores contaminados deverão se afastar do trabalho para cumprir quarentena, assim como deverão ser investigados os contactantes no trabalho para descobrir novos contaminados, que também deverão ser afastados.

Alguns estudos mostram também que nestas épocas de crise as famílias e as empresas tendem a não gastar e não investir; os investimentos externos diminuem com medo da falta de controles; e, não existem dados consistentes que relacionam queda do PIB e crise econômica temporária com aumento da mortalidade.

Ou seja, estas várias situações, com o relaxamento do isolamento, irão se refletir negativamente no desenvolvimento econômico, sem contar os gastos maiores com a assistência aos contaminados que serão em maior quantidade.

Por outro lado, uma crise econômica transitória tem grandes chances de ser suplantada pelas sociedades. Isso, sem contar que a perda de vidas se constitui em um fato irreparável e sem retorno.

Portanto, com ou sem isolamento haverá crise econômica, mas com isolamento evita-se número de contaminados e de óbitos elevados, conforme já constatado nos países que realizaram um isolamento mais consistente.

Os dados mostram também que nas sociedades com índice de isolamento acima de 70% conseguiram um controle da epidemia em menor tempo.

Por outro lado, vários estudos mostram que o aumento de mortalidade por questões econômicas está mais relacionado com as políticas de austeridade fiscal, de longo prazo, que se propõem a fornecer estímulos econômicos aos diversos setores produtivos, concomitante à retirada ou diminuição de direitos dos cidadãos, incluindo reformas previdenciárias, flexibilização dos contratos de trabalho, diminuição de orçamentos para saúde, educação, promoção social e ciência e tecnologia.

Assim, considerando que a crise econômica estará presente de qualquer modo, advertimos que as prioridades das sociedades e dos governantes devem se concentrar no controle da epidemia e na queda dos óbitos e, na oferta tanto de ações de atenção à saúde a todos de forma igualitária, como de proteção social para preservar a renda e a sobrevivência dos grupos mais afetados.

O relaxamento do isolamento deve se pautar pelo acompanhamento adequado da pandemia, com a implantação de exames massivos para detectar o vírus SARS-CoV-2 nos que apresentam quadro suspeito e, caso positivo, nas pessoas de seu contato.

 

 

1 Domenico Feliciello é doutor em Saúde Coletiva pela UNICAMP e atuou na área de Educação Médica e Saúde Pública em Campinas e região. Atualmente é pesquisador do NEPP UNICAMP, desenvolvendo projetos de fortalecimento do SUS e associado do IPADS.

Projeto Aedes na Mira busca tutores para capacitação à distância

Estão abertas as inscrições para interessados em se candidatar a uma das 230 vagas para tutor no projeto Aedes na Mira. O processo seletivo é para o preenchimento de vagas temporárias, por um período de 6 meses, podendo ser prorrogado por até 3 meses. As vagas serão distribuídas nas 5 regiões brasileiras – Sendo 20 para o Norte, 73 para o Nordeste, 68 para o Sudeste, 49 para o Sul e 20 para o Centro-Oeste.

As inscrições dos candidatos serão gratuitas e deverão ser realizadas exclusivamente por meio eletrônico a partir das 14h do dia 08 de agosto de 2018 até as 23h59min do dia 27 de agosto de 2018 (observando o horário oficial de Brasília).

A remuneração do tutor será no valor líquido de R$ 1.501,80 mensais durante o prazo de contrato.

O edital do processo seletivo, com as informações de requisitos, informações sobre títulos, critérios, datas e etapas do processo, poderá ser conferido diretamente nos sites das inscriçõesAcesse o Edital

Dúvidas e informações por meio do contato: conasems@primeeduc.com.br ou pelo WhatsApp (61) 99328-0059.

http://www.conasems.org.br/aedes-na-mira-inscricoes-abertas-para-tutores/

Regulação e Contratualização em Saúde no SUS

Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a contratualização e a regulação em saúde passam a figurar como seus importantes elementos de gestão, junto com a avaliação, o controle e a auditoria, podendo ser detectadas em todo o arcabouço jurídico do sistema.

O próprio processo de implantação do SUS, juntamente com os diversos elementos que caracterizam as formas de organização política e administrativa da sociedade brasileira, influenciam na criação de inadequações, presentes tanto na formulação de políticas públicas de contratualização e regulação em saúde, como na sua implantação.

Na medida em que as fragilidades estruturais, conjunturais e financeiras do SUS não possuem um equacionamento adequado, no âmbito dessas políticas, resultam ações de contratualização e regulação em saúde extremamente desarticuladas e pouco efetivas, principalmente do ponto de vista dos cuidados de saúde aos cidadãos usuários do Sistema Público de Saúde.

Duas publicações, de autoria de pesquisadores associados ao IPADS e disponíveis para download, apresentam relatos de experiências, estratégias e instrumentos que objetivam apoiar os gestores nos processos de organização das ações de regulação e contratualização em saúde, a fim de contribuir com a superação das diversas limitações e fragilidades nestas áreas.

As publicações reforçam ainda o entendimento de que a contratualização e a regulação em saúde são centrais para garantir um cuidado integral, contínuo e de qualidade aos usuários do SUS, bem como para democratizar o acesso as diferentes ações de saúde e, possibilitar o controle do emprego adequado de recurso público em saúde. Autores: Domenico Feliciello e Juliana Pasti Villalba

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