O site do HubCovid está no ar!

O site do projeto HubCovid traz informações completas sobre a pandemia da COVID-19, além de manuais técnicos, vídeos sobre as principais dúvidas sobre o coronavírus e os dados nacionais e internacionais sobre como essa pandemia tem atingido o planeta.

O Projeto surgiu para fazer frente à crescente onda de Fake News e informações sem embasamento científico que vivemos durante a pandemia.

Através da plataforma que reúne e compartilha conhecimento em linguagem fácil e acessível, para atualização e apoio aos gestores públicos, profissionais da saúde e a população de todo o Brasil.

O HubCovid integra ações de formação, gestão e comunicação com foco na vigilância em saúde e nas equipes de atenção primária, em sintonia com outras estratégias do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). Com intuito de contribuir com um número expressivo de trabalhadores e gestores de saúde, das diversas localidades brasileiras.

Comitê Gestor do projeto:

Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS)

Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS)

Fundação Johnson & Johnson.

 

Acesse: hubcovid.org.br 

 

Coleção COVID-19

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS, lançou por meio eletrônico a Coleção COVID-19,  composta por 6 volumes e escritos por dezenas de autores.

No  Volume 4, Dra. Carmen Lavras escreveu sobre o tema  “Atuação das equipes de APS durante o período de enfrentamento da COVID-19.”

 

 

 

 

 

 

Catálogo de projetos de intervenção do Projeto Aedes na Mira

Durante o encerramento do I Congresso Virtual do Conasems, foram lançadas três publicações que refletem a execução do SUS na ponta.

Uma das publicações foi o Catálogo da mostra de projetos de intervenção do Projeto Aedes na Mira onde estão reunidas experiências de todo o país, escritas pelos alunos das iniciativas educacionais disponibilizadas pelo Projeto.

Esse material é o resultado e o registro de todo esse processo de construção coletiva, que teve início com a participação dos alunos nas capacitações e se desdobrou em ações práticas de integração entre Vigilância em Saúde e Atenção Básica no território.

Esse trabalho coletivo reuniu 264 autores de experiências e projetos de intervenção em Brasília, no XXXV Congresso Nacional do Conasems, em julho de 2019.

Para conferir o Catálogo, clique aqui. 

Mais informações sobre o projeto,  clique aqui 

 

 

Um Sistema de Saúde Único

Por  Mair Pedro de Souza e Tisuko Sinto Rinaldi 

Mair Pedro de Souza

Médico Hematologista. Responsável pela implantação Serviço de Transplantes de Medula Óssea Mestre em Hematologia pela Faculdade de Medicina de Botucatu da UNESP. Ex- Secretário Municipal de Saúde de Jaú/ SP.

 

Tisuko Sinto Rinaldi

Médica Pediatra e Sanitarista. Ex-Secretária Municipal de Saúde de Jaú/SP. Docente da Faculdade de Medicina UNOESTE Jaú. Pesquisadora colaboradora no Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), no Programa de Estudos de Sistemas de Saúde (PESS) da UNICAMP. Sócia Fundadora do Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social (IPADS) em Campinas/SP.

Um Sistema de Saúde Único. “Não se cria igualdade por Lei, ainda que não se consolide a igualdade sem a Lei”(Fleury, S).1 

A pandemia pela Covid-19 está desafiando diariamente, há meses, o Sistema Único de Saúde.

Um sistema público, universal, integral, descentralizado e concebido a duras penas. Os princípios definidos na 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986 foram incorporados à Constituição Federal Brasileira em 1988 e só regulamentado pela lei 8.080 em 1990.

Estão assegurados, na legislação, modelos variados de gestão, organização de serviços de saúde singulares, participação da comunidade e financiamento tríplice. Isto é, estamos falando de um sistema em construção.

A despeito das dificuldades de gestão, da crônica falta de recursos financeiros, da segmentação do sistema e de serviços heterogêneos quanto à qualidade e resolutividade nas unidades de saúde, os brasileiros estão sendo assistidos (em todo o território) e podem contar com uma estrutura amplamente capilarizada.

Capilaridade é uma propriedade que os líquidos apresentam de ascender ou descer em tubos muito finos mesmo contra a força da gravidade.

Depende de tensão superficial causada pela coesão das moléculas do líquido e adesão à superfície do material.

Capilaridade é fundamental para as funções fisiológicas dos animais e plantas.

A semente da “árvore” SUS concebida com muita luta, foi plantada em solo árido e antes de germinar foi pisoteada. Muito.

Tentaram cortar a água. Tentaram evitar que fosse adubada. Mas brotou. Brotou e cresceu.

Adubada por poucos, agredida por tantos.

Cresceu e demonstrou que a coesão e adesão resultaram na necessária tensão que pudesse tornar o sistema amplamente capilarizado. Sistema capaz de resistir aos ataques de diversas pragas.

Há pragas nas folhas, nos pequenos e grandes galhos e até no tronco. As raízes, no entanto, são muito fortes.

Mostrou sua força quando permaneceu em pé e sendo a estrutura que suporta o grosso do peso de uma tragédia do porte da atual pandemia.

Questionado num primeiro momento e aparentemente falido pela falta aguda de recursos humanos e hospitalares de cuidados intensivos, foi surpreendido pela avalanche do novo coronavírus como ocorreu em outros países, onde nenhum sistema de saúde estava pronto para uma catástrofe desta natureza.

Mas o SUS capilarizou conceitos, criou uma força de trabalho e de organização de serviços ainda desconhecida por muitos.

Capacitar tantas pessoas mesmo com salários e condições de trabalho muitas vezes aquém do razoável, tem sido o grande exercício do SUS.

Estar disponível para mais de 210 milhões de pessoas não tem sido uma tarefa uniformemente realizada no tempo desejado, mas é uma das metas.

Assegurar a maioria dos procedimentos de alto custo para o cidadão, mesmo sendo usuário de um plano privado de saúde é uma pratica habitual. E o sistema segue firme. E segue dando frutos.

Na pandemia está seguindo adiante, apesar de duas trocas de ministros e da sistemática sinalização contrária aos métodos científicos por parte da Presidência da República.

A árvore que recebe pouco cuidado financeiro se mostra capaz de sobreviver à geada da falta de liderança.

Demonstração de que a rede cresceu, amadureceu e o sistema anda com pernas próprias.

Claro que andaria melhor e mais rápido com uma gestão comprometida, atenta, preparada e proativa.

O reconhecimento da importância do SUS, ainda que tardio, será uma das consequências do desastre causado pelo SARS-CoV-2.

Na Inglaterra, o primeiro ministro chegou a negar os riscos da pandemia e priorizar os cuidados com os impactos econômicos decorrentes do distanciamento social.

Foi gravemente acometido pelo vírus e acabou sendo internado pelo sistema público do seu país.

Após a alta hospitalar, agradeceu emocionado ao sistema de saúde e às pessoas que dele fazem parte.

Como forma de agradecimento, deu ao seu filho recém-nascido o nome de dois dos médicos que contribuíram para sua recuperação.

As dificuldades inevitáveis numa situação de exigência extrema não deverão impedir a valorização do nosso serviço público de saúde que deverá ser vital no período pós pandemia, para recuperação dos adoentados e atenção a todos brasileiros independentemente de cor, raça, idade, sexo, credo, trabalhador, desempregado, pobre, rico, enfim, a todos os cidadãos deste país.

No país tão desigual como o nosso, o SUS é cada vez mais necessário e defendêlo é o que podemos e devemos fazer hoje.

1. Fleury S. Saúde e democracia: a luta do CEBES. São Paulo: Lemos Editorial; 1997. Editorial L, editor. 1997. 34 p

 

Pandemia: Direito à Vida e Economia

 Texto de Domenico Feliciello¹

O direito à vida não é somente viver, mas sim viver com dignidade, com o mínimo de cidadania, viver com qualidade de vida, com liberdades, prazeres, alegrias, incluindo o direito à integridade moral e física e, à privacidade, entre muitos outros (Paula G. R. D. Alencar)

 

Nestes tempos de pandemia da COVID-19 muito se discute sobre a necessidade de isolamento e “lockdown” para possibilitar controle de casos e óbitos, assim como a adequação dos serviços de saúde, com o objetivo de prover assistência e tratamento adequado, com acesso a todos que necessitam.

Por outro lado, temos assistido posicionamentos diferentes, originados de vários setores econômicos e mesmo de governantes, insistindo que o isolamento leva à crise econômica, à queda do PIB e ao desemprego e, por consequência, à elevação da mortalidade, que pode ser maior do que a própria mortalidade causada diretamente pela pandemia.

Esta discussão está instalada nas sociedades levando ao surgimento de uma série de argumentos contra e a favor, que buscamos resumir adiante, com o objetivo de subsidiar as decisões e ações quanto às melhores formas de conduzir o controle da pandemia.

No caso do Brasil vale a pena assinalar, inicialmente, que o direito à vida se constitui num dos direitos fundamentais na Constituição Federal de 1988, expresso no seu artigo 5º: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.

Assim, ninguém tem o direito de se desfazer da vida humana, do outro, pois estará sujeito a sofrer as sanções expressas nas leis do ordenamento jurídico de nosso país.

No entanto na presente pandemia coloca-se em discussão como preservar mais vidas, através do isolamento e do controle da epidemia da COVID-19, ou com o relaxamento desse isolamento e retorno às atividades econômicas, o mais rápido possível.

Vários estudiosos têm se debruçado sobre esta questão, alguns demonstrando o número de óbitos que deixaram de ocorrer com as ações de isolamento e lockdown e, outros argumentando que a liberação precoce do isolamento não significa que, necessariamente, teremos menor queda do PIB e, portanto, uma crise econômica mais branda.

Ou seja, o isolamento pode prevenir mortes, mas os problemas econômicos vão acontecer com ou sem isolamento.

Neste último aspecto é preciso considerar que mesmo com o retorno às atividades econômicas, devem ser continuadas as ações de prevenção, tais como uso de máscaras; intensificação de medidas de higiene pessoal; distanciamento social, evitando aglomerações; diminuição do  horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, entre outros, o que por si só, já vai diminuir o desenvolvimento econômico.

Além dessas questões é preciso ponderar que uma parte da população não vai retornar ao trabalho, seja por medo de se contaminar ou por medo de contaminar os familiares, ou, ainda, pela necessidade de cuidar de seus familiares.

Por outro lado, os trabalhadores contaminados deverão se afastar do trabalho para cumprir quarentena, assim como deverão ser investigados os contactantes no trabalho para descobrir novos contaminados, que também deverão ser afastados.

Alguns estudos mostram também que nestas épocas de crise as famílias e as empresas tendem a não gastar e não investir; os investimentos externos diminuem com medo da falta de controles; e, não existem dados consistentes que relacionam queda do PIB e crise econômica temporária com aumento da mortalidade.

Ou seja, estas várias situações, com o relaxamento do isolamento, irão se refletir negativamente no desenvolvimento econômico, sem contar os gastos maiores com a assistência aos contaminados que serão em maior quantidade.

Por outro lado, uma crise econômica transitória tem grandes chances de ser suplantada pelas sociedades. Isso, sem contar que a perda de vidas se constitui em um fato irreparável e sem retorno.

Portanto, com ou sem isolamento haverá crise econômica, mas com isolamento evita-se número de contaminados e de óbitos elevados, conforme já constatado nos países que realizaram um isolamento mais consistente.

Os dados mostram também que nas sociedades com índice de isolamento acima de 70% conseguiram um controle da epidemia em menor tempo.

Por outro lado, vários estudos mostram que o aumento de mortalidade por questões econômicas está mais relacionado com as políticas de austeridade fiscal, de longo prazo, que se propõem a fornecer estímulos econômicos aos diversos setores produtivos, concomitante à retirada ou diminuição de direitos dos cidadãos, incluindo reformas previdenciárias, flexibilização dos contratos de trabalho, diminuição de orçamentos para saúde, educação, promoção social e ciência e tecnologia.

Assim, considerando que a crise econômica estará presente de qualquer modo, advertimos que as prioridades das sociedades e dos governantes devem se concentrar no controle da epidemia e na queda dos óbitos e, na oferta tanto de ações de atenção à saúde a todos de forma igualitária, como de proteção social para preservar a renda e a sobrevivência dos grupos mais afetados.

O relaxamento do isolamento deve se pautar pelo acompanhamento adequado da pandemia, com a implantação de exames massivos para detectar o vírus SARS-CoV-2 nos que apresentam quadro suspeito e, caso positivo, nas pessoas de seu contato.

 

 

1 Domenico Feliciello é doutor em Saúde Coletiva pela UNICAMP e atuou na área de Educação Médica e Saúde Pública em Campinas e região. Atualmente é pesquisador do NEPP UNICAMP, desenvolvendo projetos de fortalecimento do SUS e associado do IPADS.

IHM – Índice de Humanização em Maternidades

O Índice de Humanização em Maternidades (IHM) é uma importante ferramenta capaz de aumentar a transparência nos critérios de avaliação e consequentemente aperfeiçoar a qualidade do cuidado em saúde, tornando público parâmetros para melhoria da assistência e das relações entre trabalhadores, usuários e gestores, além de fomentar a importância do planejamento das ações em políticas públicas de saúde.

Trata-se uma construção coletiva, que lançou mão de metodologias participativas validadas no campo científico.

Foi testado no Hospital e Maternidade Interlagos em São Paulo e validado por associações científicas e técnicos competentes na área. Ele é composto por uma série de indicadores que buscam captar traços fundamentais de relações de humanização dentro dessas instituições.

 

 Baixe o livro, no link 

A construção do Índice de Humanização em Maternidades – IHM: desenho participativo para avaliação da humanização em maternidades  

 

Para saber mais do projeto que originou o livro, acesse o relatório final, no link  

Projeto de apoio a Maternidade de referência em humanização no Estado de São Paulo

 

Aedes na Mira abre inscrições para a nova onda de cursos

Profissionais de saúde de todo o Brasil, que atuam no Sistema Único de Saúde, o SUS, já podem se inscrever na segunda onda do projeto Aedes na Mira, que tem como objetivo a capacitação para o enfrentamento das epidemias cíclicas de arboviroses (doenças transmitidas pelos arbovírus, como dengue, zika e chikungunya), e no combate ao seu vetor, o Aedes aegypt. A participação é gratuita.

Desenvolvidos pelo IPADS na perspectiva de promover a integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Básica, os cursos têm duração de cerca de três meses, sendo que a primeira onda de capacitação foi realizada no ano passado. Para 2019, duas novas turmas estão sendo montadas. Para a primeira turma, os cursos terão início no dia 4 de fevereiro e se estenderão até 12 de maio de 2019. Para a segunda turma, o período é de 11 de março a 9 de junho, mas as inscrições também já podem ser feitas.

São cursos voltados a níveis distintos de formação e de atuação profissional: gestores, profissionais de nível superior e profissionais de nível médio e fundamental, com carga horária de 40 horas cada um. Por ser disponibilizada em plataforma EAD, a capacitação tem a vantagem de permitir ao aluno a programação individual dos períodos em que se dedicará ao aprendizado, de acordo com sua rotina e no tempo estipulado para o curso.

O Aedes na Mira oferece ainda o suporte de tutores formados em cursos presenciais do Ipads para acompanhar as atividades dos alunos, rever assuntos tratados nos cursos e tirar dúvidas, entre outras tarefas.

O Aedes na Mira é um projeto do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS). A execução dos trabalhos envolve, além do Ipads, a parceria com a Associação Brasileira de Profissionais de Entomologia de Campo (ProEpi).

Os cursos

Aspectos clínicos e manejo da dengue, zika, chikungunya e febre amarela, formas de combate ao Aedes, organização da rede, planejamento e estratégias de comunicação e de mobilização social estão entre os temas do Aedes na Mira, que sob o título  INTEGRAÇÃO DA VIGILÂNCIA EM SAÚDE E ATENÇÃO BÁSICA COM FOCO NO ENFRENTAMENTO DAS ARBOVIROSES, foi divido em três módulos:

Capacitação de gestores

Podem participar deste módulo os secretários municipais, diretores e coordenadores de departamentos, programas e projetos. O objetivo é capacitar e fornecer as ferramentas necessárias para que o gestor possa elaborar e gerenciar seu plano municipal de prevenção e controle das arboviroses, de forma a reduzir o impacto dessas doenças sobre a saúde da população. Organização da rede de saúde, integração de equipes, setores e secretarias, padronização de insumos e equipamentos, mecanismos de financiamento e atribuições dos diferentes entes federativos, mecanismos de avaliação e monitoramento das ações estão entre os temas abordados.

Capacitação de profissionais de Nível Superior

Oferece informações e ferramentas que objetivam desenvolver competências em atividades de assistência, vigilância e controle de arboviroses. Comunicação em saúde no controle das arboviroses, classificação do risco e protocolo da enfermagem e organização da UBS em situação de epidemia, entre outros assuntos, fazem parte destes módulos.

Capacitação para profissionais de níveis Médio e Fundamental

Envolve ações de assistência, vigilância epidemiológica, formas de controle do vetor, educação em saúde e mobilização social, de acordo com a  responsabilidade profissional e técnica do aluno. O módulo trata ainda das atribuições dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e dos Agentes de Controle de Endemias (ACE).

Mais informações:

https://ipads.org.br/projeto-aedes-na-mira/

https://projetoaedesnamira.com.br/

 

Inscrições: 

http://ead.ipads.org.br/

 

Domenico Feliciello: “A regulação dentro do sistema de saúde pública é uma questão estratégica”

Regulação do acesso à assistência, articulada e integrada, buscando adequar a oferta de serviços de saúde à demanda que mais se aproxima as necessidades reais em saúde são estratégias básicas propostas pelo pesquisador da Unicamp Domenico Feliciello, assessor e consultor do Instituto de Pesquisa e Apoio ao Desenvolvimento Social e colaborador da Fundação Fórum Campinas.

Em comentário ao blog do CEE-Fiocruz, após debate realizado em 12/11/2018ele afirmou que a regulação dentro do Sistema Único de Saúde púbica (SUS) é uma questão estratégica que ajuda a organizar as demandas e pode melhorar a qualidade da assistência. “Isso objetiva cumprir com várias diretrizes do sus, como a assistência integral e a assistência contínua dentro do conjunto dos serviços de saúde que o sistema organiza”, diz.

Assista ao vídeo : https://www.youtube.com/watch?time_continue=61&v=6kHGCNC7Ppw

 

 

Regulação e Contratualização em Saúde no SUS

Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a contratualização e a regulação em saúde passam a figurar como seus importantes elementos de gestão, junto com a avaliação, o controle e a auditoria, podendo ser detectadas em todo o arcabouço jurídico do sistema.

O próprio processo de implantação do SUS, juntamente com os diversos elementos que caracterizam as formas de organização política e administrativa da sociedade brasileira, influenciam na criação de inadequações, presentes tanto na formulação de políticas públicas de contratualização e regulação em saúde, como na sua implantação.

Na medida em que as fragilidades estruturais, conjunturais e financeiras do SUS não possuem um equacionamento adequado, no âmbito dessas políticas, resultam ações de contratualização e regulação em saúde extremamente desarticuladas e pouco efetivas, principalmente do ponto de vista dos cuidados de saúde aos cidadãos usuários do Sistema Público de Saúde.

Duas publicações, de autoria de pesquisadores associados ao IPADS e disponíveis para download, apresentam relatos de experiências, estratégias e instrumentos que objetivam apoiar os gestores nos processos de organização das ações de regulação e contratualização em saúde, a fim de contribuir com a superação das diversas limitações e fragilidades nestas áreas.

As publicações reforçam ainda o entendimento de que a contratualização e a regulação em saúde são centrais para garantir um cuidado integral, contínuo e de qualidade aos usuários do SUS, bem como para democratizar o acesso as diferentes ações de saúde e, possibilitar o controle do emprego adequado de recurso público em saúde. Autores: Domenico Feliciello e Juliana Pasti Villalba

Unificação da Função dos Agentes de Saúde gera debate

Em entrevista à Revista CONASEMS Nº 69, Edição: abril, maio, junho/2017 a Dra. Carmen Lavras, associada do IPADS, debate sobre o tema “A Integração entre Vigilância e Atenção Básica como estratégia para reduzir arboviroses”.

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